Por Layane Alencar
Os casos de pedofilia na internet podem ser finalmente resolvidos no Brasil. Após as inúmeras denúncias emitidas pela imprensa, o governo decidiu agir. A pauta chegou ao Congresso e nossos representantes instalaram uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os casos.
A CPI da Pedofilia, criada inicialmente para a investigação de sites da internet com conteúdos pornográficos infantis, abriu a sua pauta para assuntos relacionados à exploração de crianças em geral. O comunicado feito pelo presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), ao Congresso Nacional, foi de votação prioritária entre todos os Projetos de Lei para combater o abuso sexual infantil.
A investigação começou no site de relacionamento Orkut. Nele foram encontradas cerca de três mil páginas referentes ao assunto e mais de 500 pedófilos já foram identificados. Para solucionar o caso, Magno Malta propôs a criação de um banco de dados, de acesso público, contendo dados de pessoas flagradas praticando abusos sexuais com crianças. Ele que diz que a ação serve de alerta e proteção às famílias brasileiras.
O que chama a atenção é que grande parte dos pedófilos que atuam no Brasil não são necessariamente brasileiros. Isso faz com que a nossa legislação não consiga alcançá-los quando eles estiverem fora do país. Outra questão importante é a percepção de que não basta apenas a criação de CPIs ou de leis aprovadas, mas sim a rigidez com que todas estas leis são cobradas aos praticantes deste tipo de crime. A conscientização dos cidadãos se faz necessária para preservar e valorizar as nossas crianças, assim como o apoio do governo ao incluir programas de políticas públicas voltados para a defesa dos direitos infantis.