Por Layane Alencar
As dicas de Ricardo Noblat em seu livro A arte de fazer um jornal diário são indispensáveis a estudantes de jornalismo e a admiradores de um texto bem escrito. Com um caráter informativo, Noblat revela inusitados meios de como fazer um bom jornal através de seus 35 anos de experiência no jornal impresso. O livro nos remete também às questões do atual jornalismo e responde de forma original as indagações feitas por nós, a respeito do futuro do jornal impresso.
A forma em que os jornais impressos são apresentados, segundo Noblat, desagrada às pessoas por diversos fatores, e o principal é que os assuntos abordados estão mais de acordo com o gosto dos jornalistas do que ao gosto dos próprios leitores. O jornal ainda segue o padrão retrógrado, não prático, e assim perde seu espaço e a conseqüente venda de seus exemplares.
A missão dos jornais é o comprometimento com a informação e com a transmissão do conhecimento verídico. Para isso, o autor fala da importância de se apurar bem um fato, e da credibilidade que possui uma notícia contada em detalhes. Todo cuidado é pouco ao publicar uma informação em off, e o compromisso que o jornalista deve ter com as fontes sigilosas. O texto bem escrito é a principal ferramenta do jornalista. Por isso, é essencial prender a atenção do leitor logo nas primeiras linhas. A sugestão: faça um bom lead, mas faça-o de maneira criativa.
A arte de fazer um jornal diário é um livro estimulante em que até suas entrelinhas, escritas de forma sugestiva pelo autor, possuem valor. Mostra-nos os conflitos da redação de um jornal e faz uma alusão aos perigos da profissão. As informações que nos são acrescentadas ao ler este livro são úteis para a vida e o dia-a-dia de um jornalista que deseja realização em sua carreira profissional.